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terça-feira, 18 de junho de 2013

Momento histórico de uma história que não muda

terça-feira, junho 18, 2013

Momento histórico de uma história que não muda

Em 1990, cansados de ver nossos professores receber salários humilhantes, organizamos uma manifestação com cartazes, gritos de guerra e passeata pacífica (fotos abaixo). A polícia acompanhou de perto, a TV apareceu, mas depois cada um foi para sua casa, os professores entraram em greve e nada mudou. Os anos se passaram e as reclamações de baixos salários por parte dos professores viraram mantra de uma classe injustiçada e sem força política.

Em 1992, foi a vez de os "caras pintadas" irem às ruas exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Deu certo. Collor saiu. Mas as coisas mudaram para melhor? Houve mais investimentos nas tão faladas áreas da educação, saúde e segurança? A justiça social, a justa distribuição de renda e a integridade/honestidade política passaram a ser realidade? Pelo contrário. Com o escândalo do mensalão (2005/2006), ficou evidente que os homens e as mulheres que regem este país (com raríssimas e nobres exceções) são “farinha do mesmo saco”. Aqueles que em nossa juventude defendemos com discursos inflamados e para os quais demos nosso precioso voto agora estão aí fazendo quase nada do que prometeram.

Manifestação que organizamos em 1990, em Criciúma, SC

O objetivo do nosso protesto foi mostrar simpatia à causa dos professores

Sim, é emocionante ver as multidões nas ruas exigindo seus direitos (embora muitos nem saibam exatamente quais nem dependam tanto deles, por fazerem parte da classe média que quase nem toma ônibus). Impressiona ver despertado um poder de mobilização que parecia não existir (e o povo tem mais é que se manifestar contra o desgoverno dos políticos). Mas a falta de organização também é gritante. Protestam contra os gastos com a Copa depois de os estádios terem sido construídos e bilhões de reais terem evaporado. Por que não protestaram quando algo poderia ter sido feito? Vão fazer o que agora, demolir os coliseus do pão e circo modernos? Protestam contra a corrupção, mas votam nos protagonistas dos escândalos e das maracutaias. Protestam contra a Globo, mas são as mesmas pessoas que garantem os altos índices de audiência da emissora que leva ao ar suas novelas alienantes e os big brothers da vida.

A edição do Jornal Nacional de ontem, para mim, foi uma boa representação do coração dividido desta nação. Enquanto Patrícia Poeta e repórteres de rua davam informações sobre os protestos em várias capitais do Brasil, William Bonner estampava um sorriso anacrônico, sem graça ao falar sobre a Copa das Confederações. Fale-me sobre as revoltas, mas não deixe de me entreter com meu futebolzinho. As duas principais pautas do JN de ontem não tinham “liga”, exatamente como não se ligam o Carnaval, o “jeitinho brasileiro” e a idolatria futebolística com esses ares de mudança que nunca chegam, porque o que se vê nas ruas depois passa e tudo volta ao “normal” (espero sinceramente estar errado, desta vez). Onde estarão daqui a cinco, dez, vinte anos esses estudantes que tomaram as ruas com seus cartazes? Estarão vestidos com seus ternos de grife em escritórios climatizados em busca do “vil metal” ou, quem sabe, escrevendo algum texto desiludido num blog qualquer?

Bem, antes que você pense que estou na segunda categoria, deixe-me dizer-lhe que, em 1990, eu não fazia ideia de que o Grande Conflito é muito maior do que as pessoas imaginam. Nossa luta não é simplesmente contra a corrupção e as injustiças sociais, por mais legítimo que seja isso. Eu não imaginava que a verdadeira batalha não é travada nas ruas, mas no coração das pessoas. E enquanto esse coração não for rendido Àquele que pode recriar (porque “retoques” não resolvem nada), manifestações e mais manifestações se seguirão e as coisas permanecerão basicamente as mesmas.

Mais de vinte anos após aquela manifestação singela de estudantes sonhadores em Criciúma, continuo inconformado com as injustiças do mundo. Mas hoje sei a que Autoridade recorrer.

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. [...] Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:6, 10).

(Michelson Borges, um jornalista desencantado com este mundo, mas encantado com o que virá)







Leia também: "¿Por qué Brasil y ahora?""Além do voto" e "O reino de Deus e a cidade dos homens"

domingo, 16 de junho de 2013

Papa Francisco apoia encerramento do comércio ao domingo


“O presidente da Confederação Argentina das Médias Empresas (CAME), Osvaldo Cornide, saudou o Papa Francisco ontem, após a audiência geral, e entregou um documento com detalhes da campanha que promove para obter o encerramento do comércio aos domingos.

“É um assunto sobre o qual já havia trabalhado com Bergoglio, quando era arcebispo de Buenos Aires, que, naturalmente, o apoia, porque o empregado do comércio que trabalha ao domingo, que é o dia que o Senhor, não tem oportunidade de se reunir com a sua família“, disse Cornide ao La Nación após o seu encontro com Francisco no Vaticano.

“Quando eu cumprimentei o Papa, disse-lhe que nas províncias de Chaco e Pampas, as legislaturas estão a tratar do assunto, e ele disse-me: “que bom!”, porque apoia claramente o nosso projeto. Espero que a divulgação deste encontro ajude à aprovação de um projeto de lei para restabelecer o domingo como dia de descanso, reflexão e reunião dos trabalhadores com os seus laços mais próximos e queridos“, disse ele.

Cornide disse que a campanha que promove o domingo como dia de encerramento de lojas, não só tem o apoio da Igreja, mas também do setor sindical, de parlamentares de diferentes partidos e até mesmo de empresários. “Falei com o dono do supermercado Coto, que me garantiu que, se fechar tudo, ele também fecha“, disse ele.

Ainda assim, reconheceu que o grande problema são os shoppings. Se no final dos anos 80 havia apenas dois shoppings no país, no final dos anos 90, havia 48 e em 2012 havia 107 supermercados. Na área de sel-services a evolução foi semelhante: dos 8.672 estabelecimentos ativos na Argentina, 1.345 são hipermercados que representam 60% das vendas do setor, indica o documento que o presidente da CAME entregou a Francisco.

Alguns argumentam que abrir ao domingo cria mais trabalho e vende-se mais, mas são argumentos falaciosos”, disse ele. “Há 200.000 pequenas e médias empresas que obrigatoriamente tem que estar abertas aos domingos, porque os supermercados e os shoppings estão abertos, e há 300.000 empregados sem um domingo livre, com efeitos nocivos sobre a família, acrescentou.” Fonte: La Nación

Nota O Tempo Final: Se o Papa Francisco apoia o encerramento das lojas ao domingo na sua terra natal, certamente que também o fará para qualquer outra parte do mundo. Diria mesmo, para o mundo inteiro…
 
http://evidenciasprofeticas.blogspot.com.br/2013/06/papa-francisco-apoia-encerramento-do.html

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O ecumenismo é bom?


1 one-world-religionAntes de responder à pergunta convém estabelecer o que é ecumenismo. Para isso, uma rápida consulta ao dicionário Priberam de língua portuguesa, devolve o significado: “tendência para a união de todas as igrejas cristãs numa só”. A edição Infopédia, da Porto Editora, confirma: “movimento tendente a unir todas as igrejas cristãs”.
Tendo isto assente, podemos então refletir nos prós e nos contras deste conceito.
Convém começar por dizer que, regra geral, é da parte da Igreja Católica Romana que o termo é mais usado. As outras confissões cristãs – e não só… – preferem usar expressões como “diálogo inter-religioso” ou “interconfessional”. Na mesma linha, este tipo de iniciativa parte normalmente na igreja romana. Fonte ligada ao atual Papa Francisco, que está no cargo há poucas semanas, já se referiu a isso como um caminho “sem incertezas”.
As outras igrejas cristãs têm, de uma forma geral, aderido com interesse a esta vontade romana. A Aliança Evangélica Mundial até já manifestou o seu apoio ao Papa no sentido de promover essa união.
Parece, portanto, que estamos num caminho consensual e sem retorno no que diz respeito a um maior estreitar de laços entre os vários setores do cristianismo, talvez mesmo uma unificação de crenças que, não tenha ilusões, é o objetivo final de tudo isto.
Havendo diálogo pacífico, entendimento e concordância que leve a uma posição unida e de comum acordo entre os vários grupos, poderemos colocar isso em causa como não sendo positivo? Poderemos arriscar dizer que esse é um trilho errado que não trará nada de bom? Poderemos afirmar que isto é errado?
Pois bem, não apenas podemos como até o fazemos declaradamente: o ecumenismo é um atentado severo e grave contra os princípios fundamentais da reforma protestante que começou há quase cinco séculos mas ainda não terminou; é uma ferramenta que intenta castrar, impedir a conclusão dessa obra.
Se por um momento somos levados a pensar que esse diálogo visa estreitar ligações e promover compreensão entre as várias partes, é melhor sermos desde já desenganados: isso não é verdade! O objetivo final e único do ecumenismo, do ponto de vista de quem mais o promove, que como disse é Roma, é que todas as outras igrejas (não apenas as cristãs!) reconheçam a autoridade e superioridade religiosa e moral da Igreja Católica, entregando-lhe o poder que outrora desfrutou mas que entretanto foi ferido.
Recuperemos alguns avisos (destaques meus):
“Os protestantes lançarão toda a sua influência e poder ao lado do papado” (idem, Maranata, Meditações Matinais 1977, p. 179).
“O protestantismo dará a mão da comunhão ao poder romano” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 910).
E, para não deixar margem para dúvidas, leia atentamente esta citação:
“Não conseguimos ver como a Igreja romana poderá desembaraçar-se da acusação de idolatria. … E esta é a religião que os protestantes estão começando a encarar com tanto agrado e que finalmente se unirá com o protestantismo. Esta união não será, porém, efetuada por uma mudança no catolicismo, pois Roma não muda. Ela declara possuir infalibilidade. É o protestantismo que mudará. A adoção de ideias liberais, de sua parte, o conduzirá ao ponto em que possa apertar a mão do catolicismo” (Ellen White, Review and Herald, 1 de junho de 1886).
Portanto, nesse suposto diálogo, Roma não irá conceder nem abdicar de atributos que entende como prerrogativas, como sejam definir a moralidade social e espiritual. À sua boa maneira, quem livremente quiser admitir, reconhecer isso, será bem-vindo no cumprimento das exigências romanas; caso haja alguma divergência, Roma tem uma experiência milenar em como tratar os que não estão de acordo com os seus ditames.
Caso este ecumenismo fosse orientado pelos princípios e valores bíblicos, fossem estas as premissas que baseassem todo o diálogo e conclusões retiradas, eu seria o primeiro a apoiar estes movimentos. Mas não é isso, muito pelo contrário, o que se pretende nem o que irá acontecer.
O ecumenismo é uma forma encapotada de levar as igrejas cristãs ditas protestantes a desistirem definitivamente do protesto. Renunciando às razões fundamentais que as trouxeram à existência – entre as quais se conta a renúncia à autoridade antibíblica do romanismo – aprestam-se a ceder cobardemente no campo de batalha, confirmando o perigo de declínio que se nota quando essa reforma é estancada num patamar que fica aquém da obra completa.
É por isso uma pena ver destacados líderes religiosos elogiarem tanto os esforços ecuménicos. São guias cegos que não têm noção do abismo para o qual conduzem os seus rebanhos.
Daqui vem que o povo encarregado de concluir a reforma protestante, aquele que se encontra no derradeiro degrau da empreitada reparando as brechas que ainda restam, não se deve dar a este tipo de iniciativa.
Não pode haver união entre a luz e as trevas – e aqueles que Deus mandatou para refletir e espalhar a luz não se devem aventurar na escuridão das cogitações romanas. Desgraçadamente, vemos muita união quando aquilo que Deus tanto pede é separação.
“… Que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2 Coríntios 6:14-17).

domingo, 2 de junho de 2013

Dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias


Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir dez motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental. O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima forma de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse. Quando se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento. Tudo o que você lê é enviado para seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário. A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente serão incluídas em seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória. Quando você lê um livro (especialmente os grandes), precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico. Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração. O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que se manter concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

8. Habilidades de escrita. Esse tipo de habilidade anda lado a lado com a expansão do seu vocabulário. Assim como a leitura permite a você ser alguém mais articulado na fala, também vai ajudá-lo a colocar com mais clareza seus pensamentos no papel. Isso vai dar a você a chance de produzir textos com mais qualidade, não apenas de vocabulário, como também com correção gramatical e ideias mais ricas.

9. Tranquilidade. O fato de envolver você em uma história e livrá-lo do estresse cotidiano faz do livro uma ótima ferramenta para alcançar a paz interior. Nos momentos de estresse, procure se distrair do que acontece com uma história que atrai seu interesse. Isso vai acalmá-lo e ajudá-lo a melhorar seu humor.

10. Entretenimento a baixo custo. Muitas pessoas acreditam que o conceito de diversão está diretamente ligado aos altos custos de uma viagem ou mesmo de uma festa. Contudo, se você encontrar um livro que chame sua atenção, poderá viajar sem sair da sua casa.


Nota: Embora os motivos acima focalizem mais os livros de histórias, há aqueles livros conceituais que também valem a pena. Além disso, nenhum outro livro ajuda tanto a desenvolver o intelecto e, de quebra, o caráter quanto a Bíblia Sagrada. Muitos grandes intelectuais reconhecem isso (quando você acostuma com ela, todas as outras leituras parecem “leves”). Embora se tenha a impressão de que quase qualquer leitura valha a pena, conquanto que se esteja lendo (alguns professores dão a entender isso), essa ideia não é correta – pelo menos não no meu entender. Histórias e conceitos (ainda mais quando bem escritos) costumam impregnar nossos pensamentos e vão, de alguma forma, ajudar a moldar nossa cosmovisão. Portanto, a escolha de bons livros (como de bons filmes, bons sites, boas músicas, etc.) é algo primordial. Cada vez que vejo uma mulher com livros como Cinquenta Tons de Cinza nas mãos, fico chateado e penso em quanto tempo perdido, quantos conceitos deturpados sobre sexualidade e quanta frustração com a vida real poderão sobrevir àquela leitora. Ler é muito bom, mas não qualquer coisa. Não devemos ler por pressão da mídia ou porque todo mundo está lendo. Devemos dar valor à nossa mente e ao nosso tempo. Uma boa coisa a se fazer é sempre carregar um livro consigo. Aí, nas filas de banco, enquanto se aguarda alguém ou mesmo no ônibus (se você não ficar enjoado), é possível vencer muitas e muitas páginas. Já perdi a conta de quantos livros li nesses “retalhos de tempo”. Faça dosbons livros seus companheiros de cada dia. Você só tem a ganhar.[MB]

Nota: Aproveite para ler o lançamento da CPB A Descoberta. Você vai gostar!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Recém-nascido é resgatado com vida de encanamento de vaso sanitário na China

Um recém-nascido que caiu dentro do encanamento de um vaso sanitário de um imóvel na província de Zhejiang, na China, foi resgatado com vida pelo serviço de emergência, informou a imprensa local.

A emissora estatal "CFTV" mostrou imagens da operação. O bebê, de apenas dois dias, foi libertado duas horas após ser localizado no encanamento de apenas 10 centímetros de diâmetro. Os moradores do imóvel alertaram a polícia após escutarem o choro de um bebê na segunda-feira, informou um jornal de Zhejiang.
As autoridades se deslocaram para o local e constataram que a origem dos gemidos era de um recém-nascido. Em seguida, os bombeiros começaram a quebrar o encanamento para encontrar a criança.

Equipes de resgate foram mobilizadas para salvar o recém-nascido na China. (Foto: AFP)
Como retirar o recém-nascido da tubulação no local poderia ser perigoso, o bebê foi levado ainda dentro do encanamento para o hospital para ser libertado. A criança tinha cortes na face e nas extremidades do corpo. Segundo o jornal local, o bebê ainda estava unido à placenta.
O bebê do sexo masculino, com 2,3 quilos, foi transferido para uma incubadora e sua situação é estável. Até o momento os pais da criança não foram localizados. A polícia abriu uma investigação para saber o que ocorreu e se o bebê foi lançado no vaso sanitário.
As famílias chinesas sofrem uma grande pressão social e financeira em função da política que impõe multas altas para os casais que têm mais de um filho. Além disso, os bebês nascidos fora do casamento costumam ser abandonados para evitar o estigma social e as dificuldades financeiras.

ASSISTA AO VIDEO.....
http://br.noticias.yahoo.com/rec%C3%A9m-nascido-%C3%A9-resgatado-vida-encanamento-vaso-sanit%C3%A1rio-103812289.html

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ET's estão na Terra trabalhando com os EUA, diz ex-ministro canadense



“Há ETs vivos na Terra neste momento, e pelo menos dois deles provavelmente trabalham com o governo dos Estados Unidos.” A declaração do ex-ministro da Defesa do Canadá Paul Hellyer, 89 anos, foi feita durante uma audiência pública sobre a existência de vida extraterrestre realizada em Washington, D.C. Diversos ex-senadores e membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ouviram depoimentos de especialistas e testemunhas entre os dias 29 de abril e 3 de maio.

Paul Hellyer é um conhecido defensor da existência de extraterrestres. Em 2005, ele declarou abertamente que acredita em UFOs (objetos voadores não identificados), o que gerou grande repercussão no Canadá. Como ministro da Defesa Nacional canadense, em 1963, Hellyer foi responsável pela controversa integração entre o Comando Marítimo das Forças (Marinha), o Comando das Forças Terrestres Canadenses (Exército) e a Força Aérea Real do Canadá (Aeronáutica) em uma única organização: as Forças Armadas Canadenses. 

Hellyer é o mais antigo membro do Conselho Privado da Rainha para o Canadá - que funciona como uma espécie de gabinete ministerial na monarquia constitucional do país. Ele afirma que passou a acreditar em óvnis quando teve uma experiência com sua mulher e amigos durante uma noite. Apesar de não ter levado muito em consideração quando viu o UFO, segundo seu relato, ele disse que manteve a cabeça aberta e passou a tratar o assunto - pelo qual se interessou há cerca de 10 anos - com seriedade.

“UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças", afirmou o político canadense no segundo dia de audiência (confira aqui o vídeo, em inglês). Ele fez parte de um grupo de 40 pesquisadores internacionais e testemunhas - entre militares e cientistas - que testemunharam suas experiências extraterrestres diante de seis ex-membros do Congresso americano na audiência pública não governamental encerrada na semana passada.

O ex-ministro da Defesa canadense afirmou ainda que investigações apontaram a existência de "pelo menos quatro espécies (extraterrestres) que têm visitado a Terra há milhares de anos" - com o que ele concorda. Houve também declarações sobre como diversos presidentes dos Estados Unidos demonstraram grande interesse sobre óvnis e, em alguns casos, tentaram sem sucesso obter informações específicas sobre a veracidade de casos extraterrestres.

Terra

Nota: O engano está cada vez mais próximo!


 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Juiz de paz do Pará pede demissão para não celebrar casamento LGBT



Juiz de paz alega que decisão do CNJ contraria "princípios celestiais".
Cartório de Redenção diz que não pode haver discriminação.

Gil Sóter e Ingo MüllerDo G1 PA
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Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a celebrr casamento gay em Redenção, no Pará (Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a
celebrar casamento gay em Redenção, no Pará.
(Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)
O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que "o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.
Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.
Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.
Entenda a decisão do CNJ
O Conselho Nacional de Justiça, órgão de controle externo das atividades do Poder Judiciário, obrigou todos os cartórios do país a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, de realizar a união estável de casais do mesmo sexo. Além disso, obrigou a conversão da união em casamento e também a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Leia mais
Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.
O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus,  ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo".

Cartório nega discriminação
Procurado pelo G1, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino.
Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.
Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.

De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.
Esta reportagem foi sugerida por um leitor. Envie também sua sugestão através do VC no G1.