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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Crianças que comem muito fast food desenvolvem QI menor, diz estudo




Criança comendo "fast food".

Crianças que comem muito fast food têm mais risco de desenvolver um QI (quoeficiente de inteligência) menor até a vida adulta do que aquelas que consomem alimentos frescos, aponta um novo estudo feito pelo Goldsmiths College, da Universidade de Londres.

A pesquisa avaliou a principal refeição diária de 4 mil crianças escocesas entre 3 e 5 anos de idade, e o impacto do tipo de comida na capacidade cognitiva do cérebro – que envolve funções como raciocínio, memória, atenção e imaginação – e no crescimento desses participantes.

"É senso comum que o tipo de alimento que ingerimos afeta o desenvolvimento do cérebro, mas pesquisas anteriores só olharam para os efeitos de grupos alimentares específicos sobre o QI das crianças, em vez de tipos genéricos de refeições", diz a autora Sophie von Stumm, do Departamento de Psicologia do Goldsmiths.

A cientista destaca que a nutrição na infância tem efeitos permanentes sobre o QI. E o nível sócio-econômico dos voluntários também influencia nisso: pais com um nível de vida melhor disseram preparar refeições saudáveis para os filhos com maior frequência.

"Os resultados destacam que as diferenças nas refeições das crianças também são um problema social. Mães e pais de origem menos privilegiada geralmente têm menos tempo de preparar para os filhos uma refeição cozida a partir do zero. Essas crianças acabam apresentando um desempenho pior em testes de inteligência, e frequentemente sofrem na escola", afirma Sophie.

Na opinião da autora, escolas localizadas em áreas menos privilegiadas devem se esforçar ainda mais para equilibrar a dieta das crianças, para que possam alcançar seu potencial de desenvolvimento cerebral. Isso porque o frescor e a qualidade dos alimentos importam muito mais do que simplesmente estar cheio.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Arrebatamento Secreto é verdade?



Quando Jesus prometeu aos Seus discípulos: “Eu voltarei” (João 14:3), Ele criou uma esperança que têm ardido no coração de quase todos os cristãos por 2.000 anos. E, raras vezes desde o primeiro século dC tem esta esperança queimado mais intensamente nos corações dos cristãos do que hoje.
Esta esperança é escurecida, no entanto, por uma sombra. Segundo a Bíblia, um momento terrível de angústia, muitas vezes chamado de “tribulação” – terá lugar na Terra pouco antes da segunda vinda de Cristo. Por quase 1.800 anos, os cristãos acreditavam que todo o povo de Deus iria passar por essa tribulação. No entanto, cerca de 200 anos atrás, uma nova teoria foi proposta – que Deus levará os verdadeiros cristãos para fora do mundo e os transportará para o céu antes da Tribulação. Aqueles que ficarem para trás passarão pela Tribulação, durante a qual milhões de judeus serão convertidos ao cristianismo. A segunda vinda de Cristo ocorrerá no final da Tribulação.
A deportação dos santos para o céu antes da Tribulação é chamada de “arrebatamento”. Segundo os que defendem essa teoria, o arrebatamento será secreto no sentido de que, num primeiro momento, ninguém vai saber que ele ocorreu. Aqueles que são deixados para trás na terra só irão perceber que isso aconteceu quando eles se tornam conscientes de que muitas pessoas desapareceram de repente, sem qualquer razão. Uma série de filmes religiosos tentou retratar este arrebatamento nos últimos anos. Estes filmes mostram tipicamente pessoas espantadas perguntando o que aconteceu com seus amigos e entes queridos. Outra cena comum é a de carros desgovernados e aviões caindo, porque seus motoristas e pilotos foram “arrebatados”.
Em certo sentido, esta visão do fim do mundo poderia ser chamada de uma teoria dupla da segunda vinda, porque divide o retorno de Cristo para o nosso planeta em duas partes, o arrebatamento antes da Tribulação e a Segunda Vinda na sua conclusão. Neste artigo, examinaremos a evidência bíblica sobre o fim do mundo e a segunda vinda de Cristo.

Quatro razões para rejeitar a idéia de um arrebatamento secreto

Um estudo cuidadoso da Bíblia sugere pelo menos quatro razões rincipais para rejeitar o ponto de vista de uma segunda vinda de Cristo em duas fases:

1. O vocabulário do Segundo Advento não oferece respaldo para tal ponto de vista

Nenhuma das três palavras gregas usadas no Novo Testamento para descrever o retorno de Cristo ou seja, parousia-vinda, apokalypsis-revelação, e epiphaneia-aparecimento, sugere um arrebatamento secreto antes da tribulação (muitas vezes chamado de “arrebatamento pré-tribulacionista”) como objeto da esperança cristã no Advento.
Os pré-tribulacionistas alegam que em 1 Tessalonicenses 4:15, Paulo usou a palavra parousia-vinda para descrever o arrebatamento secreto. Mas em 1 Tessalonicenses 3:13, ele usou a mesma palavra para descrever “a vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos” (NVI) – uma descrição, de acordo com os pré-tribulacionistas, da segunda fase da volta de Cristo. Em 2 Tessalonicenses 2:8, Paulo de novo emprega o termo parousia para se referir à vinda de Cristo que causará a destruição do anticristo – um evento que, de acordo com os pré-tribulacionistas, supostamente ocorrerá na segunda fase da vinda de Cristo (ver também Mateus 24:27, 38, 39). Da mesma forma, as palavras apokalypsis-revelação e epiphaneia-aparecimento, são utilizadas para descrever tanto o que os pré-tribulacionistas chamam de arrebatamento (1 Cor 1:7; 1 Tim 6:14) como o que chamam de Retorno, ou segunda fase da Vinda de Cristo (2 Tess 1:7-8, 2:8). Assim, o vocabulário da Bendita Esperança não propicia base alguma para uma distinção da volta de Cristo em duas fases. Seus termos são utilizados para descreverem um único, indivisível, pós-tribulacional Advento de Cristo que vai trazer salvação aos crentes e retribuição aos descrentes.

2. O Novo Testamento não contém traços de um secreto e invisível arrebatamento instantâneo da Igreja.

Na verdade, 1 Tessalonicenses 4:15-17, que dá a descrição mais notória do Segundo Advento, sugere exatamente o oposto. Ela fala que o Senhor desce do céu “dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus” . . . “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares”. “(versículos 16, 17).
A ”palavra de ordem”, ”a trombeta”, e o grande ajuntamento dos vivos e santos ressurretos dificilmente sugeriria um evento secreto, invisível e instantâneo. Pelo contrário, como tem sido freqüentemente apontado, essa talvez seja a passagem mais barulhenta da Bíblia. As referências a uma trombeta ressoando em paralelo com as passagens de Mateus 24:31 e 1 Coríntios 15:52 corroboram a natureza pública do Segundo Advento. Nenhum traço de um arrebatamento secreto pode ser encontrado em qualquer uma destas passagens.

3. As Passagens bíblicas sobre a Tribulação não oferecem suporte para um arrebatamento pré-tribulacional da Igreja.

Em seu discurso no Monte das Oliveiras, Jesus falou da grande tribulação que irá preceder imediatamente a Sua vinda, prometendo que “por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados”(Mateus 24:22). Argumentar que ”os eleitos” são apenas os crentes judeus e não membros da igreja é ignorar o fato de que Cristo estava se dirigindo a Seus apóstolos que representavam não só o Israel nacional, mas também a igreja em geral. Isto é confirmado pelo fato de que tanto Marcos como Lucas, que escreveram seus evangelhos para a Igreja gentílica, relatam o mesmo discurso (Marcos 13:20, Lucas 21).
Notável também é a semelhança entre a descrição de Cristo da Sua segunda vinda em Mateus 24:30, 31 e a de Paulo em 1 Tessalonicenses 4:16, 17. Ambos os textos mencionam a descida do Senhor, a trombeta que soa, os anjos acompanhantes e a reunião do povo de Deus. No entanto, os pré-tribulacionistas dizem que a passagem de 1 Tessalonicens descreve o arrebatamento antes da Tribulação, mas a passagem de Mateus descreve a segunda vinda de Cristo após a tribulação. O paralelismo entre as duas passagens indica claramente que o arrebatamento da Igreja não precede, mas, pelo contrário, segue-se à grande tribulação.

4. Por fim, Paulo e o livro do Apocalipse negam a noção de um arrebatamento secreto pré-tribulacional.

Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo refutou um equívoco que era predominante entre os cristãos de Tessalônica. Aparentemente, eles acreditavam que o dia do Senhor já tinha chegado. Para refutar esse equívoco, Paulo citou dois grandes eventos que devem ocorrer antes da vinda do Senhor, ou seja, a rebelião e o aparecimento do ”homem da iniqüidade” que perseguirá o povo de Deus (2 Tessalonicenses 2:3). Se Paulo esperasse que a Igreja fosse arrebatada deste mundo antes da tribulação causada pelo aparecimento do anticristo, ele dificilmente teria ensinado que os crentes veriam tal evento antes da vinda do Senhor.
O livro de Apocalipse trata dos eventos associados com a grande tribulação em maior detalhe do que qualquer outro livro do Novo Testamento, eventos tais como o aparecimento de uma besta que persegue os santos de Deus e o derramamento das sete últimas pragas (Apocalipse 8-16).
Embora João descreva estes eventos tribulacionais em grande detalhe, ele nunca menciona ou sugere um Advento de Cristo secreto e pré-tribulacional para levar embora a Igreja. Isto é tanto mais surpreendente tendo em conta o expresso propósito de João de instruir as igrejas a respeito dos eventos finais. Na verdade, João explicitamente menciona uma incontável multidão de crentes que passarão pela grande tribulação: “Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7:14).
Os pré-tribulacionistas argumentam que esses crentes são todos da raça judaica, supostamente porque, durante os eventos descritos em Apocalipse 4 à19, a igreja não está mais na terra mas no céu. Este raciocínio é desacreditado, em primeiro lugar, pelo fato que em nenhum lugar João faz uma distinção entre os santos judeus e gentios, na Tribulação. Ao contrário, João afirma explicitamente que os crentes vitoriosos da Tribulação vêm “de toda nação, tribo, povo e língua “(Apocalipse 7:9). Esta frase ocorre repetidamente no Apocalipse para designar não exclusivamente os judeus mas inclusivamente muitos membros da família humana, independentemente da sua origem étnica ou nacional (Apocalipse 5:9; 10:11, 13:07, 14:6). Obviamente, Cristo não resgatou somente judeus, mas pessoas de todas as raças.
Em Apocalipse 22:16 Jesus reivindica ter enviado o Seu anjo a João “para testificar estas cousas à Igreja”. É difícil ver como as mensagens dadas pelo anjo a João poderiam ser um testemunho para as Igrejas se a Igreja não está diretamente envolvida nos eventos descritos nos capítulos 4 à 19, em outras palavras – na maior parte do livro.
O fato é que o Apocalipse descreve a Igreja como sofrendo perseguição por poderes satânicos durante a tribulação final mas não como sofrendo a ira divina. Como os antigos israelitas desfrutaram da proteção de Deus durante as dez pragas (Êxo. 11:7), assim o povo de Deus será protegido quando Sua ira divina cair sobre os ímpios. O Apocalipse representa essa divina proteção através de um anjo que sela os servos de Deus em suas testas (Apoc. 7:3) para que sejam protegidos quando a ira de Deus sobrevir sobre os impenitentes (Apoc. 9:4). Por fim, o povo de Deus será resgatado pelo glorioso Retorno de Cristo (Apoc. 16:15; 19:11-21). O apocalipse então, não retrata um arrebatamento pré-tribulacional da Igreja, mas um Retorno pós-tribulacional de Cristo.
Em face das razões aqui discutidas, concluímos que o ensino popular de uma Vinda Secreta de Cristo para arrebatar a Igreja antes da tribulação final é desprovida de qualquer apoio bíblico. Tal crença torna a Deus culpado de dar tratamento preferencial à Igreja removendo-a da terra, deixando os crentes judeus a sofrer a tribulação final. As Escrituras ensinam que a Segunda Vinda de Cristo é um evento único que ocorre após a grande tribulação e será experimentada pelos crentes de todas as eras e de todas as raças. Esta é a Bendita Esperança que une “toda nação, e tribo, e língua e povo” (Apoc. 14:6).

Arrebatamento Atrasado

Quanto tempo se espera que levará para o desaparecimento maciço dos verdadeiros cristãos de todas as nações? Muitos acreditam que esse evento está iminente porque sua principal pré-condição, ou seja, o restabelecimento do Estado de Israel e a posse da antiga Jerusalém, já tiveram lugar.
De acordo com cálculos iniciais de Hal Lindsey, em seu livro “The Late Great Planet Earth”, esse arrebatamento secreto da Igreja já passou do prazo. Em 1970 ele predisse que “em quarenta anos desde 1948 [ano da formação do Estado de Israel], ou por volta disso, tudo isso poderia ter lugar. Lindsey calcula os “quarenta anos” da duração bíblica de uma geração e alega, com base na parábola da Figueira (Mateus 24:32-33) que a formação do Estado de Israel em 1948 assinala o início da última “geração” (Mateus 24:34) que verá primeiramente o arrebatamento, daí os sete anos de tribulação, e finalmente o Retorno de Cristo em glória. Sendo que o arrebatamento, de acordo com Lindsey e a maioria dos dispensacionalistas, ocorre sete anos (Daniel 9:27) antes do Retorno visível de Cristo em glória, já deveria ter ocorrido em 1981 ou 1982. O que isso significa é que o tempo já se esgotou para essas predições sensacionais, porém sem sentido.
Texto de autoria de Samuele Bacchiocchi, publicado na Revista Signs of The Times de Janeiro/2011. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Diawww.setimodia.wordpress.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O cristão e as novelas



Vou lhe apresentar quatro razões bíblicas para um cristão jamais desperdiçar seu precioso tempo e até colocar em dúvida os padrões morais e espirituais de Deus para a família e os relacionamentos cristãos, assistindo a telenovelas e filmes, sejam nacionais ou não:

1) As novelas corrompem a imaginação de quem as vê.

A grande batalha de Satanás agora é pelo terreno da mente humana, especialmente pelo controle da mente dos juvenis e jovens. Como cristãos, deveríamos evitar tudo aquilo que tem contribuído para a degeneração e corrupção da nossa mente.

O que dizer do sensualismo fora de contexto, do chamado “amor livre’; do sexo sem compromisso, das inúmeras traições nos triângulos amorosos que filmes e especialmente as novelas “pregam” todos os dias em milhões de lares? Não se esqueça de que somos transformados diariamente por aquilo que contemplamos.

2) A maioria dos autores de novelas e filmes tem o espiritismo como filosofia espiritual de vida.

Não podemos nos “alimentar” dessas fontes de cisternas rotas. A Palavra de Deus deve ser nossa única regra de fé e de prática diária. Há muita gente boa, nas nossas fileiras, que está sendo consumida diariamente pelas vãs filosofias do espiritismo chamado “moderno”; não apenas nas telenovelas e filmes, que trazem em suas apresentações as mais distintas formas do “antigo” engano do Éden.

A velha serpente continua dizendo em sua interminável sessão mediúnica: “É certo que não morrereis” (Gn 3:4). Cuidemos porque hoje em dia é “chique” ser espírita, e lembremo-nos de que os princípios de Deus continuam sendo imutáveis, O espiritismo será o grande engodo de Satanás no “tempo do fim”.

3) O espiritismo será a última investida de Satanás contra os filhos de Deus espalhados por toda a Terra, antes da volta de Jesus.

O espiritismo tem crescido em proporções alarmantes ao redor do mundo. Além das novelas e filmes, há dezenas de “escritores” na atualidade que estão tendo um sucesso internacional bombástico. Há milhares de livros no setor de “auto-ajuda”. A grande pregação dessa literatura é que você pode tudo, o que falta é só você descobrir a força que há dentro de você e aprender a usá-la a seu favor.

Ao contrário do que prega esse setor “literário”, Jesus disse categoricamente: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Algum tempo depois o apóstolo Paulo focaliza o mesmo princípio dizendo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Nossa suficiência é Cristo, o resto é palha.

4) O exemplo de vida da maioria dos “astros e estrelas” das novelas e filmes é pouco recomendável.

Há uma verdadeira idolatria por parte de milhares de adolescentes, jovens e adultos quando o tema é “astros e estrelas” de novelas e filmes. Que lástima ver pessoas iludidas com banalidades como essa! Os “astros e estrelas” definitivamente não são um exemplo de vida, especialmente quando o assunto é relacionamento com o sexo oposto ou, pior do que isso, relacionamento com pessoas do mesmo sexo.

A Bíblia diz: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:20). Nosso verdadeiro astro e nossa única estrela é Cristo. Ele disse: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12). A analogia de Jesus é perfeita! O que o Sol é para o mundo físico, Jesus é para o mundo espiritual.

(Pr. Otimar Gonçalves)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Proposta para descanso ao domingo em Israel avança com apoio do Primeiro-ministro



'O Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu a sua aprovação tácita para experimentar a proposta do Vice-primeiro-ministro Silvan Shalom para tornar o domingo um dia sem trabalho e escola, fontes próximas de Shalom confirmaram esta quarta-feira.

Shalom tem vindo a insistir há anos na sua proposta para uma semana de trabalho mais curta, mas até há pouco tempo parecia que um comité nomeado por Netanyahu iria bloquear a iniciativa. Uma trégua política entre Netanyahu e Shalom durante o último mês deu nova vida à proposta.

O Primeiro-ministro e Shalom discutiram a ideia num encontro a 2 de setembro. As suas equipas continuaram o debate desde então e fizeram progressos.

Representantes do comité, liderados pelo Diretor do Conselho Económico Nacional, Prof. Eugene Kandel, discutiram com os conselheiros de Shalom maneiras de testar a iniciativa, e devem encontrar-se novamente já na quinta-feira.

Uma possibilidade é estabelecer um domingo de descanso por mês. Mas os parceiros de Shalom disseram que tal projeto piloto é apenas uma forma de testar a iniciativa e implementá-la por fases.

Tais testes e fases são vistas como cruciais para obtenção da aprovação pelasorganizações económicas e entidades que se opõem ao encurtamento da semana de trabalho.

Uma fonte próxima de Kandel disse que o comité publicaria as suas conclusões imediatamente após o fim das festas judaicas, no próximo mês. Disse que Netanyahu não emitiria a sua opinião sobre o assunto antes de estudar as conclusões.

“Estou feliz por qualquer progresso no sentido de implementar a minha iniciativa para um fim-de-semana mais longo aos Sábados e domingos em Israel”, disse Shalom. “Este é outro passo que eventualmente permitirá implementar plenamente a proposta”. Fonte: The Jerusalem Post, notícia publicada a 19 de setembro de 2012 (negritos meus para destaque)

Nota: outra evidência da crescente relevância que o descanso ao domingo está a ter pelo mundo fora. Neste caso, é mais significativo ainda, pois falamos da mais importante nação sabática do mundo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Ensinar a abstinência funciona



“Ensina o menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

A sabedoria popular, promovida majoritariamente por grupos aborcionistas e grupos gayzistas, afirma que “não faz sentido” ensinar a virtude da abstinência aos jovens de hoje porque, dizem eles, independentemente do que lhes é dito, os jovens irão de qualquer modo se envolver em atos sexuais. Há cerca de 20 anos, o primeiro estudo ampliado em torno dessa “sabedoria” popular revelou-se como mais um mito urbano promovido por motivos puramente ideológicos. O estudo com a duração de cinco anos, levado a cabo por um grupo americano com o nome de “Project Respect”, contou com a participação de 3.500 estudantes de 26 escolas. Concluiu-se que a educação sexual que foca a abstinência reduz a gravidez juvenil. O livro usado durante o curso, com o título Sex Respect: The Option of True Sexual Freedom, ensina que a abstinência antes do casamento fornece a visão mais saudável para a vida, especialmente levando em conta as DST, os traumas emocionais (principalmente nas moças) e a gravidez.

O estudo apurou que, passados dois anos após o curso, a taxa de gravidez junto às jovens que participaram dele era metade da média nacional (10%). Menos rapazes estiveram também envolvidos em causar gravidez. Além disso, havia um aumento de 20% no número de estudantes que, passados dois anos, concordavam que “os desejos sexuais são sempre controláveis”.

Outras questões entre os mesmos jovens revelaram também o desenvolvimento de atitudes mais saudáveis em torno das doenças sexualmente transmissíveis e casamento.

Pais e as mães (bem como todas as pessoas com jovens a seu cargo) ficarão satisfeitos em saber que funciona a educação centrada na decência e na adoção de atitudes mais saudáveis em torno do dom do sexo. Provavelmente, os educadores modernos estão aprendendo um princípio que Deus havia já revelado há mais de 2.500 anos. A Bíblia está certa em mais esse ponto porque Seu Autor é mesmo o Criador onisciente, e Aquele que quer o melhor para a humanidade.

(“Study Show Teaching Abstinence Works”, Educator Reporter, May 1991, viaDarwinismo)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Distinção no vestuário



Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. 1 Timóteo 2:9, 10.
Os filhos de Israel… foram ordenados a usar um simples cordão azul nos cantos de suas vestes (Números 15:38), para distingui-los, das nações em volta, e significar que eram o povo peculiar de Deus. Não se requer hoje do povo de Deus que tragam nas vestes um sinal distintivo. Mas no Novo Testamento muitas vezes nos é indicado o Israel antigo como exemplo. Se Deus deu direções assim definidas ao Seu povo da antigüidade, acerca de seu vestuário, não tomará Ele conhecimento do vestuário de Seu povo na atualidade? Não deveria haver em seu vestuário uma diferenciação do vestuário do mundo? Não deveria o povo de Deus, que é Seu tesouro peculiar, procurar mesmo no vestuário glorificar a Deus? E não deveriam eles ser exemplo na questão do vestuário, e por seu estilo simples reprovar o orgulho, a vaidade e extravagância dos que professam a verdade mas são mundanos e amantes de prazeres? Deus isto requer do Seu povo.
Precisamos saber mais acerca de Jesus e Seu amor do que das modas do mundo. Em nome do Mestre, convido os jovens a estudarem o exemplo de Cristo. Quando desejais fazer um artigo, estudais cuidadosamente o modelo, a fim de o reproduzir da melhor maneira possível. Ora, ponde-vos a copiar o Modelo Divino. … Não podeis ser como Jesus, e nutrir orgulho em vosso coração.
De quão pouco valor são o ouro ou as pérolas ou os custosos adornos em comparação com a mansidão e amabilidade de Cristo! A beleza natural consiste em simetria, ou na harmoniosa proporção das partes, umas com as outras; mas a beleza espiritual consiste em harmonia ou semelhança de nossa vida com Jesus. Isso fará seu possuidor mais precioso que o ouro fino, o próprio ouro de Ofir. A graça de Cristo é realmente incalculável adorno. Eleva e enobrece seu possuidor, e reflete raios de glória sobre outros, atraindo-os também à Fonte de luz e bênção.
Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 268.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Jesus tinha esposa ou a mídia é casamenteira?


Jesus teria sido casado? Essa pergunta varreu as redes de comunicação nas últimas horas devido a um fragmento antigo que parece desmentir a assertiva de que Jesus era solteiro. Tive acesso a uma cópia prévia do artigo da professora de Havard, Karen L. King (com contribuições de AnneMarie Luijendijk), que será lançado em Janeiro de 2013 naHarvard Theological Review. Nele a autora, de fato, apresenta um fragmento de papiro escrito em Copta e datado do 4º século d.C., e que traz um diálogo entre Jesus e Seus discípulos, no qual o Mestre usa a expressão “minha esposa”. Alguns noticiários (felizmente não todos) divulgaram de modo sensacionalista que teríamos aqui o primeiro indício de que, contrariando a posição oficial do cristianismo, Jesus teria, sim, Se casado com Maria Madalena. Será isso verdade? Vamos primeiramente ver o que diz o fragmento que mede 4 cm x 8 cm – algo pouco maior que um cartão de visitas.

No anverso, temos oito linhas incompletas com traços ilegíveis de uma nona linha e outras seis linhas podem ser lidas no verso. É importante, contudo, dizer que nem a autora nem eu somos especialistas em papirologia ou em língua copta, portanto, as conclusões tanto da Dra. Karen quanto as minhas são sugeridas após a avaliação técnica de outros expertos no assunto. Diz o texto:

Anverso:

1. “não [para] mim. Minha mãe me deu a vi[da...”
2. os discípulos disseram a Jesus: “[
3. negar. Maria é digna de... [alguns sugerem que o correto seria: “Maria não é digna de...]”
4. ...” Jesus disse a eles: “Minha esposa... [
5. ...ela  será capaz de se tornar um discípulo... [
6. Deixe os iníquos incharem... [
7. Quanto a mim, eu moro com ela de modo que... [
8. uma imagem [

Verso:

1. minha mã[e
2. três [
3. ... [
4. Diante do qual ...
5. traços de tinta ilegíveis
6. traços de tinta ilegíveis

Observações de papirólogos e linguistas

Como o papiro pertence à coleção particular de um anônimo, é difícil avaliar completamente sua procedência ou sua autenticidade. Contudo, muitos elementos apontam para a possibilidade maior de ser um texto verdadeiro, produzido na Síria ou mais provavelmente no Egito e datado do 4º século d.C. Não sabemos como o papiro chegou às mãos do colecionador nem em que condições foi adquirido.

Essas conclusões preliminares foram assinadas pelos Drs. Roger Bagnall, papirólogo e diretor do Instituto para Estudo do Mundo Antigo de Nova Iorque, e AnneMarie Luijendijk, da universidade de Princeton. Pelo menos dois outros especialistas, no entanto, colocaram em dúvida a autenticidade do papiro, baseados principalmente em algumas dificuldades gramaticais que foram posteriormente bem respondidas. Portanto, temos uma chance muito grande de estar diante de um documento autêntico. Novas pesquisas laboratoriais envolvendo a tinta do manuscrito poderão lançar maior luz sobre essas questões.

Observações da Dra. King

Não sabemos o gênero desse documento, nem quem o escreveu. Colocou-se o nome “Evangelho da Esposa de Jesus” (com a sigla em inglês GosJesWife) por mera identificação provisória sem a pretensão de que seja realmente um evangelho apócrifo ou que o título represente mesmo o cerne de seu conteúdo.

Pela análise textual, é mais provável que a Maria mencionada no texto seja Maria Madalena e não Maria mãe de Jesus, cuja referência aparece na primeira linha. Mas, a despeito disso, o fragmento não é, definitivamente, uma “prova” ou argumentação séria de que Jesus de Nazaré fosse casado. O papiro foi escrito muito tempo depois dos dias de Cristo, e mesmo que seja a tradução de um original que dataria do segundo século, ainda assim estamos tratando de uma fonte muito tardia que nada teria a ver com o real fundador do cristianismo.

Esse seria o mais antigo fragmento de manuscrito a mencionar que Jesus teria uma esposa e seu original deve datar da segunda metade 2º século d.C. (posterior ao ano 150), o que mostra que o assunto já estava em discussão naquele tempo. As razões da polêmica podem ser as mesmas que envolveram a questão do celibato e do domínio sobre as paixões carnais que começaram a ser debatidas com força no segundo século d.C., conforme vemos nos escritos de Clemente de Alexandria e outros.

Existem paralelos importantes entre esse texto e outros documentos como os evangelhos canônicos e o evangelho de Tomé. No entanto, trata-se de um fragmento inteiramente inédito, com um conteúdo ainda desconhecido e não inteiramente concordante com os outros textos até agora descobertos.

Minhas observações

Em primeiro lugar, achei tremendamente lúcidas as posições da Dra. Karen. Minha única nota de ceticismo fica por conta da afirmação taxativa da autora de que esse é o texto mais antigo a mencionar que Jesus teria uma esposa. As razões do receio nesse ponto são simples: primeiramente temos de acentuar que o texto encontrado data do 4º século d.C. É, portanto, conjectural a afirmação de que se trata de uma tradução de outro texto grego original mais antigo e que esse dataria do segundo século. Não há evidências adicionais para afirmar ou desmentir essa tese; é uma possibilidade, não certeza absoluta. Segundo: ainda que esse texto provenha do grupo de textos apócrifos surgido no 2º século, ele não pode ser considerado o mais antigo apenas por mencionar explicitamente a expressão “minha esposa”. Afinal, outros textos, como “o evangelho de Felipe”, ainda que de modo indireto, dão a entender que teria havido alguma relação marital entre Jesus e Maria, e não temos meios de saber qual seria mais antigo. Fora isso, concordo com as demais análises da Dra. King.

Mas é importante dizer que não há nada nessa descoberta ou nesse estudo que ameace a ortodoxia cristã. Muito menos que se trate de algo jamais conhecido pelos teólogos cristãos. Na verdade, o que temos é o eco de um grupo de cristãos dissidentes (a maioria da cidade de Alexandria, no Egito) que criaram um movimento chamado gnosticismo. A maioria dos especialistas acredita que esse movimento surgiu no fim do primeiro século, início do segundo. Alguns poucos autores, no entanto, estão começando a sugerir que raízes gnósticas já poderiam ser vistas nos dias de Paulo! Seja como for, era um movimento marginal e não a voz tradicional da Igreja Cristã primitiva.

Mas o que eles ensinavam? Sua doutrina é muito complexa para ser explicada em poucas palavras e eles eram multifacetados em muitos segmentos, cada um dizendo uma coisa diferente da outra. Contudo, em termos gerais, podemos dizer que eles foram muito influenciados pela filosofia helênica que dominou a cidade de Alexandria e tentaram moldar o cristianismo com base nessa filosofia. Aqui é importante esclarecer que a filosofia helênica tinha importantes diferenças em relação àquela outra filosofia grega que surgiu no 6º século a.C., com os pré-socráticos, e terminou com os tratados de Aristóteles. É claro que uma deu origem à outra e há muitas continuidades entre ambas, mas nessa nova fase havia exagerada mistura de filosofia com mitologia e misticismo religioso.

Os gnósticos eram cristãos que a princípio queriam tornar o cristianismo mais aceitável a seus compatriotas alexandrinos, especialmente os líderes e intelectuais do povo. Seu grande problema, porém, era que o cristianismo original, aquele pregado por Jesus e pelos apóstolos, chegava a ser patético diante dos olhos do mundo grego de Alexandria. Ideias como encarnação, ressurreição, morte expiatória numa cruz, etc. não tinham boa receptividade entre os pagãos. Eram rejeitadas antes mesmo de se iniciar um diálogo. Então o jeito foi adaptar o cristianismo para torná-lo mais aceitável e menos preconcebido. Em outras palavras, o que fizeram foi modificar a figura do Jesus histórico (isto é, aquele que realmente existiu e foi descrito nos primeiros evangelhos) criando um Cristo gnóstico, mais elegante e aceitável ao povo grego.

Esse novo Cristo, por exemplo, à semelhança de Sócrates e Platão, só ensinava por meio de diálogos. Era místico e não sentia dor, nem sofrimento de espécie alguma. Ele também trazia um ensino ou conhecimento secreto que somente pessoas iniciadas poderiam conhecer. Daí o nome “gnósticos”, que vem da palavra grega gnôsis, isto é, conhecimento. Com isso, dava-se um “jeitinho alexandrino” de explicar os ensinos menos aceitáveis de Jesus. Eles diziam que aqueles eram ensinamentos pueris dados para a multidão ignorante, mas o verdadeiro ensino fora dado, de modo secreto, apenas para os iniciados. Negou-se também a morte de Jesus na cruz, afirmando que quem teria morrido, na verdade, havia sido o homem Jesus, pois o espírito do Cristo teria voltado para o Pai, no pleroma superior, onde viveriam os espíritos mais elevados.

Foi nessa “onda” que surgiu também a necessidade de se criar uma esposa para Jesus de Nazaré, a fim de fazer jus às ideias de que espíritos evoluídos estavam sempre em pares (casais) e nunca sozinhos. O Cristo ou o Logos, que seria o espírito que teria dominado a mente do homem Jesus, também teria uma consorte, uma deusa chamada Sofia!

E assim vai a criatividade dos gnósticos, produzindo evangelhos tardios escritos mais de cem anos depois da morte de Cristo e que hoje chamados de evangelhos apócrifos. Como acentuou a própria Dra. King, esses textos não têm nada a ver com o Jesus histórico, isto é, aquele que viveu no início do primeiro século e fundou o cristianismo. Seu retrato, mais fiel está nos Evangelhos canônicos e nos demais livros do Novo Testamento que não se preocuparam em maquiar Sua imagem para troná-Lo mais aceitável ao judaísmo e/ou às exigências do mundo exterior.

Uma nota final: é tremendamente exagerada e anacrônica a leitura que alguns autores fazem dos evangelhos gnósticos afirmando que eles já discutiam, na antiguidade, o papel da mulher na religião e na sociedade. Nada seria menos verdadeiro. Tenho em minha casa o texto de todos os evangelhos apócrifos, e cruzando os dados desse fragmento com o que dizem outros textos, como o Evangelho de Tomé, por exemplo, o que percebo é que o contexto era a “posição de Maria Madalena entre os discípulos” e não a posição da mulher “em geral” entre a sociedade. Os gnósticos nem pensaram nisso.

Ademais, embora houvesse tradições judaicas que encorajassem o celibato, o casamento era visto como uma possibilidade igualmente abençoada (1 Qsa 1:4-10; Josefo, Antiguidades 18.1.5.21; Philo, Hipotética 11.14-). Além disso, em 1 Coríntios 7:9; 9:5 e em 1 Timóteo 3:2, Paulo defende o direito apostólico de ser casado e menciona os líderes da Igreja (Pedro, os apóstolos e os irmãos do Senhor) como casados. Ora, se Jesus fosse casado, a Igreja não teria motivos para esconder isso. Até o Apocalipse fala do casamento entre Cristo e sua Igreja, uma imagem proscrita, caso tentassem esconder um pretenso enlace entre Jesus e Madalena. Portanto, o completo silêncio da igreja primitiva sobre esse assunto nos leva a crer não que estavam escondendo uma verdade sobre o estado civil de Jesus, mas que Ele não era de fato casado. Por outro lado, a multiplicação de textos na segunda metade do segundo século sugerindo uma união marital com Maria Madalena só pode ser uma adaptação ou criação literária tardia que nada tem a ver com a verdadeiro Jesus de Nazaré.

(Rodrigo Silva é professor no Unasp, apresentador do programa Evidências, doutor em teologia, especialista em arqueologia bíblica e doutorando em arqueologia pela USP)

Nota: Li hoje no Twitter o seguinte (e gostei): “Contra fatos (mais de cinco mil manuscritos bíblicos) não há fragmentos.”[MB]